terça-feira, 4 de maio de 2010

Poema

"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho e lembrei de um tempo. Porque o passado me traz uma lembrança do tempo em que eu era criança, e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo, mas não chorei nem reclamei abrigo. Do escuro, eu via um infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim (que não tem fim). De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa, morna e ingênia, que vai ficando no caminho que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado pela beleza do que aconteceu a minutos atrás."

As histórias inacabadas ou impossibilitadas de acontecer PRECISAM de um final, se não elas ficam sempre na sua cabeça... Tantos "e se"'s, tenho que dizer, são insuportáveis. Você pensa que supera, mas ao mais leve gesto ou sutil palavra você se vê mergulhada naquele mar de sentimentos de novo.
Nessas horas que eu inverto a frase do Rodrigo Amarante: O esforço pra esquecer é a vontade de lembrar. Nós só nos forçamos a esquecer aquilo que insiste em ficar na nossa mente.
Gostaria da presença de certa pessoa na minha vida, nem que fosse por um mês, só pra responder um "e se" que me incomoda tanto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário